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25/05/2010
ENTREVISTA: Código Florestal precisa deixar o agricultor em paz
Crítico feroz da influência de ONGs em questões ambientais e combatido por ambientalistas por sua proximidade com a bancada ruralista, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) terá uma dura batalha política quando apresentar seu relatório final, no início de junho, na comissão especial de reforma do Código Florestal. O texto dará aos Estados o poder de legislar em questões ambientais, evitará punição a derrubadas feitas sob incentivo oficial e consolidará áreas de produção em várzeas e topos de morros. Rebelo, que ouviu mais de 378 pessoas em 64 audiências públicas e outras tantas privadas país afora, espera continuar com o apoio dos partidos que o levaram à delicada e complexa relatoria. Os três candidatos a Presidente da República têm opiniões diferentes sobre o tema, mas Aldo Rebelo diz ter apoio para suas ideias de pelo menos de dois deles: José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). As áreas de reserva legal e de preservação permanente (APP) serão mantidas, mas com regras alteradas para permitir "corredores ecológicos" e exigências de mata ciliar segundo a largura dos rios. Haverá moratória de cinco anos ao desmatamento na Amazônia, Caatinga e Pantanal. Na Mata Atlântica, será proibido desmatar. Nesta entrevista concedida no dia 17 de maio ao jornal Valor Econômico, Rebelo antecipa algumas das principais propostas do relatório que apresentará.
Qual o objetivo do seu relatório?
Aldo Rebelo - Minha ideia é criar a base de uma legislação que deixe o agricultor em paz. O Estado tenha mais função de orientar, fazer da preservação do meio ambiente não humilhação e punição, mas educação. Mais de 90% dos municípios não têm órgão ambiental. Na maioria dos Estados, são estruturas precárias. Deviam prevenir, e não punir.
O senhor delegará poder aos Estados?
Aldo Rebelo - Sim, vamos buscar incorporar Estados e Municípios. Se não delegar, não temos como cobrar responsabilidades. Tem que delegar e destinar recursos, como se faz com Saúde e Educação. É o exemplo que buscamos. É a forma de comprometer Estados com a questão ambiental. Como vamos pensar que o Ibama, aqui de Brasília, vai resolver os problemas ambientais? Não tem outro jeito. Se não envolver as pessoas, os Estados, não se resolve.
As APPs e reservas legais serão mantidas?
Aldo Rebelo - Embora a reserva legal e a APP sejam personalidades jurídicas únicas no direito ambiental internacional, com exceção do Paraguai, para cumprir o nosso compromisso com o projeto civilizatório ambientalmente equilibrado devemos manter as duas. E calcular a soma da reserva legal com a APP para exigência legal.
E as áreas desmatadas ilegalmente?
Aldo Rebelo - Algumas áreas têm que ser tomadas como consolidadas. Pode-se fazer uma moratória. Na Mata Atlântica, desmatamento zero. Já se desmatou além da conta. Para a Amazônia, também desmatamento zero, mas por cinco anos até cada Estado fazer zoneamento econômico e ecológico. Para Caatinga e Pantanal, a mesma coisa. Não tem sentido fazer operação Arco do Fogo no Amazonas que tem 98% de 1,6 milhão km² de cobertura vegetal original. O que vai se fazer lá a não ser confusão? Amazônia Legal é conceito fiscal para ter benefício da Zona Franca. Lá, tem Caatinga, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica.
E como será feita a compensação?
Aldo Rebelo - A compensação pode ser na mesma bacia, no mesmo bioma ou fora do Estado. Se for na bacia ou no bioma, pode ser fora do Estado. Porque os rios de primeira geração são interestaduais. Mas isso não está resolvido ainda. Há quem defenda não fazer a reserva legal por propriedade, mas tomar como referência a bacia ou o bioma. Fazendo por bacia obtém opção ecologicamente mais eficaz. Se preserva os corredores ecológicos, a flora, a fauna, os mamíferos superiores. Se fizer por propriedade, a alternativa de isentar as pequenas, facilitar as médias e dar alternativa para as grandes.
O senhor já tem um critério para calcular as APPs?
Aldo Rebelo - A mata ciliar é para proteger margem de rio. Dizer que é 200 ou 300 metros [de largura] não diz nada. A Embrapa diz que foi tirado da cartola. Primeiro, tem que examinar o terreno da margem e o tipo de solo. Se tem declive, em situação mais frágil com a chuva que pode assorear o rio, tem que ter APP maior. Se além do declive tiver solo arenoso, raso, tem que colocar a APP mais protetora. Mas se tem terreno plano, solo duro, argiloso, a APP pode ser menor. E se tem rochedo, um canion, na margem tem que ter outra solução.
E os topos de morro, as várzeas?
Aldo Rebelo - No topo de morro, fica na ilegalidade a turma que planta uva em Caxias, Garibaldi, quem planta maçã, café em Minas. É um conceito abstrato que oferece ao Ministério Público o arbítrio de processar qualquer produtor que está lá há anos e não tem como definir, a não ser um técnico, o que pode ou não plantar. Tem que entregar à universidade, à Embrapa, para dizer o que é. Não pode deixar o Ministério Público, que não sabe a diferença entre um pé de maxixe e uma jaqueira, dizer o que é porque ele não sabe o que é. E tem o absurdo de proibir arroz em várzea.
O senhor não teme a reação dos ambientalistas?
Aldo Rebelo - Essa gente acha que democracia é ter lei ambiental que não passou pelo Congresso. Das 16 mil normas ambientais, de decretos, leis, portarias, 90% não foram votadas por ninguém, não se discutiu ou decidiu. Eles acham isso democrático. Quando queremos levar ao Congresso, Estados e Municípios, estamos queremos levar a sociedade em conta. E o Ministério Público transformou-se, na prática, no braço jurídico dessas corporações, das ONGs. Eles ficam raivosos, mas é isso. E como a sociedade não tem organicidade, o povo não chega nele. Chega quem tem articulação. As corporação têm e chegam. E as ONGs terminam chegando.
O que o senhor pensa da crítica de ambientalistas ao seu alinhamento aos ruralistas?
Aldo Rebelo - Quem é ruralista nesse negócio? A Frente Parlamentar Agropecuária é integrada por deputados de todos os partidos. O Psol talvez seja exceção, mas tem PT, PSB, todos. O meu partido, PCdoB, tem três deputados na bancada. Ruralismo, ou ruralista, é uma expressão que não define nada. Na questão do Código Florestal, a insatisfação vai do assentado da reforma agrária ao produtor de soja, o exportador de carne, todos.
Como foi sua indicação para a relatoria da Comissão Especial? O PT participou?
Aldo Rebelo - A minha indicação foi resultado de um acordo dentro da comissão envolvendo todos os partidos, com exceção do Psol e do PV. Com apoio da liderança do PT e da liderança do governo. Creio que a minha indicação representa a expectativa, tanto do PT como do PSDB, do PMDB e de outros, de tentar resolver uma questão muito importante.
Então, PT e PSDB vão apoiar o relatório?
Aldo Rebelo - Eu posso, de acordo com o relatório que venha a apresentar, esperar que seja apoiado.
O senhor conhece as posições dos candidatos presidenciais José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva sobre o assunto? São divergentes?
Aldo Rebelo - O Serra e a Dilma são personalidades que têm compromisso com o desenvolvimento do país. Não creio que busquem, ou que alimentem, o imobilismo da agricultura, da infraestrutura e da pecuária do país. No caso da senadora Marina, é diferente. Ela construiu a agenda dela ligada aos interesses das organizações não governamentais internacionais. E a agenda dela recente demonstra esses vínculos. A ideia de transformar a Amazônia em um santuário é de imobilizar a área de fronteira agrícola do país. É uma posição muito divergente da dos outros. Mas acho que a expectativa de encontrar uma solução adequada, de equilibrio da defesa do meio ambiente e a aspiração ao desenvolvimento, pode ter o apoio tanto da Dilma quanto do Serra.
Qual é a essência, o fundamento de sua posição com a qual os dois candidatos concordam?
Aldo Rebelo - A essência da minha posição é romper o equilíbrio estratégico. O equilibrio existente hoje é uma legislação criada pelas ONGs que inviabiliza a agricultura do país completamente. Não tem como ter agricultura e pecuária e infraestrutura no Brasil com esta legislação. Só tem porque ela não é aplicada. Se for aplicada, não existe.
Como os países desenvolvidos solucionaram o problema?
Aldo Rebelo - Não é possível fazer uma legislação comparada porque não existe nada parecido no planeta. Não existe na legislação europeia, americana, algo como temos no Brasil. É simplesmente estarrecedor, inacreditável o que temos na legislação ambiental brasileira. Não sei como chegamos a este estado, como tantos abusos foram cometidos, como foi imposta ao país esta legislação sem que houvesse por parte do Estado e da sociedade algum tipo de repulsa.
Que exemplos o senhor considera repulsivos?
Aldo Rebelo - Como se pode aceitar uma legislação que coloca na ilegalidade 90% dos proprietários, o cidadão que arranca uma minhoca da beira do rio, um índio que põe raiz de mandioca para fermentar dentro de um igarapé, todo o rebanho no Pantanal? Há 250 anos aquelas pessoas criam boi no Pantanal. Aí, aparece uma resolução, uma instrução normativa, uma portaria que coloca essas pessoas na ilegalidade.
E com a agricultura, a situação é melhor?
Aldo Rebelo - Setenta e cinco por cento do arroz produzido no Brasil está na ilegalidade. Bem como toda a produção de banana do Vale da Ribeira, que é uma dádiva porque abastece 20 milhões de pessoas em São Paulo a 100 quilômetros de distância, quando o europeu tem que comer banana da Costa Rica e o americano tem que comer banana do Equador. Aqui, está tudo na ilegalidade. Como pode, em um único município de Mato Grosso, ter 4 mil assentados do Incra proibidos de receber o Pronaf [crédito rural] porque não conseguem cumprir a legislação ambiental? Os pequenos agricultores vendendo suas propriedades porque elas são desvalorizadas pela ação do Ministério Público, pela ação dos órgãos ambientais.
Há algum sentido nesta desordem permanente, que ninguém corrige?
Aldo Rebelo - Essa anarquia não é anarquia, há uma lógica. Você bloqueia a infraestrutura do país, completamente, não consegue fazer nada, não consegue pavimentar uma estrada, fazer uma ponte, uma ferrovia, um arremedo de hidrelétrica como é Belo Monte.
Hoje, seria possível fazer uma Itaipu?
Aldo Rebelo - Nada. Também não faria Brasilia, hoje. Levou mais tempo para licenciar uma pista do aeroporto de Brasília do que para fazer Brasília. À luz dessa legislação, o nosso país é um crime ambiental, não um projeto civilizatório generoso, da tolerância. Quando os portugueses chegaram aqui já existiam os criminosos ambientais, os índios, que caçavam sem licença. A literatura brasileira é cheia de crimes ambientais. Em "Vidas Secas", em "Os Sertões". E quando você olha para a legislação europeia e americana sequer existe a figura jurídica da reserva legal.
Qual a reserva legal da Holanda, de onde vem o combativo Greenpeace?
Aldo Rebelo - Na Holanda, não existe. Na Amazônia, é 80%. Aqueles canais cortam a Holanda de cima abaixo. Qual a APP [área de proteção permanente], a mata ciliar? Não existe. E na prática há um bloqueio, porque como é possível manter uma propriedade produtiva com 80% de reserva legal? Uma área que contribui com 8% do PIB onde você não pode fazer nada. Roraima importa farinha de mandioca do Paraná, importa etanol paulista, importa leite de Rondônia, com uma área do tamanho do Estado de São Paulo, 250 mil km2.
É este diagnóstico que faz um ícone da esquerda como o senhor ser identificado com o pensamento ruralista?
Aldo Rebelo - Quem são os ruralistas? Os assentados do Incra? Os assentados da reforma agrária de Araçatuba? Da fazenda Ipanema, que eu conheço e visitei, e que têm as mesmas preocupações com relação a essa aplicação da legislação? O binômio ruralista-ambientalista é um discurso que serve a esse tipo de ambientalismo, que não é todo ambientalismo, não. Cerca de 90% dessas ONGs são locais, bem intencionadas, e algumas fazem trabalho importante, humanitário.
E os outros 10%?
Aldo Rebelo - São meia dúzia de ONGs, algumas com sede no exterior. Chegam aqui, recebem muitos recursos de fora - algumas recebem do próprio governo brasileiro. Já discuti a questão da Caatinga em Petrolina. O Ministério da Integração fez um convênio com uma ONG americana. Perguntei: não tem uma universidade federal da Bahia, de Pernambuco, de Petrolina, para resolver esse problema? Precisa uma ONG americana? Agora o Banco do Brasil está contratando uma outra ONG estrangeira. Há uma espécie de submissão, de capitulação do Estado nacional diante dessas pressões.
Com que objetivo agem essas ONGs?
Aldo Rebelo - Congelar a fronteira agrícola, transformar o Código Florestal numa espécie de Código Tributário, para jogar nas costas da agricultura brasileira um custo que não pode ser jogado na Organização Mundial do Comércio. Porque a confusão está toda em Mato Grosso e não está em São Paulo? Por causa da fronteira agrícola. Acham que é preciso conter a expansão da fronteira agrícola do Brasil, ela se constitui numa ameaça aos nossos concorrentes lá fora. Guerra da soja, do algodão, do açúcar, da carne. Por que vão se reunir 500 ONGs em Colider? Para obstruir a Cuiabá-Santarém? O que ela tem de tão horrível se pode, inclusive, a mesma rodovia que transporta carne, soja, gente, boi, ela também pode transportar os fiscais do meio ambiente, as ONGs, para olhar o que está acontecendo. É para impedir o transporte de grãos. Então, não tem nada de inocente, nada de humanitário nisso. Não estão aqui em busca do nosso bem. Estão aqui em busca dos nossos bens, como disse o sábio padre Antonio Vieira.
Que ONGs estão em busca dos nossos bens?
Aldo Rebelo - Posso dizer uma, que é a holandesa: Greenpeace. Tem sede na Holanda, registrada na Junta Comercial de Amsterdã. Com um histórico muito pouco recomendável, perdeu muito prestígio na Europa por conta de denúncias e resolveu recuperar o prestígio fazendo campanhas na Amazônia. São executivos, não é trabalho de voluntários. São bem remunerados.
Como resumir as consequências desse legislação?
Aldo Rebelo - São duas: primeiro a concentração da propriedade da terra. E segundo um processo de desnacionalização, porque o investidor estrangeiro, com o custo lá fora, no país dele, muito elevado, pode suportar esse custo aqui.
Quem tem levado vantagem com o código atual?
Aldo Rebelo - Uma parcela dessas ONGs que transformam a batalha numa espécie de indústria. Espalham pânico, medo, e colhem recursos para dizer que protegem o meio ambiente dos predadores do campo. Ninguém se dá conta da tragédia ambiental nas metrópoles. Em São Paulo, tem um represa que banha 11 cidades. É bonita, cercada de APP, mas ninguém nada porque recebe o esgoto dessas cidades. Então, a pessoa está em São Paulo, tem aquele rio Tietê que recebe todo o esgoto, tem dois carros na garagem, come pizza no forno a lenha e acha que o problema ambiental é de quem cria vaca em Araçatuba, uma cabra em Petrolina ou planta milho em Rondônia. Há um divórcio entre a sociedade rural e a mentalidade urbana que não tem consciência dos seus próprios problemas. Os ativistas dessas ONGs têm origem urbana, desconhecem, têm um bloqueio, não conseguem visualizar o mundo do campo.
E o campo é o vilão?
Aldo Rebelo - A agricultura brasileira é muito desigual. Parte dela é pré-capitalista, semicapitalista, sem capital ou tecnologia intensiva. Essa é a mais vulnerável à legislação. Ela pode não ter função econômica relevante, ser cotada na bolsa, mas tem função social relevante porque garante a sobrevivência de muita gente. As pessoas estão ali por opção existencial, espiritual, querem viver no campo, se identificam com aquilo. Porque vamos expulsá-las dali? A agricultura intensiva em capital e tecnologia - essa de Mato Grosso, grande criador de gado, produtor de grãos - é responsável pelo êxito do Brasil na crise da Europa e dos EUA.
E as desigualdades do campo?
Aldo Rebelo - Você pode apontar deformidades na distribuição da renda e da propriedade da terra. Mas vamos fazer do Código Florestal um instrumento de vingança contra essa agricultura? Os problemas sociais se resolvem por outro caminho. Tem que reconhecer os méritos, as virtudes dela.
O que o senhor pensa sobre o novo decreto sobre reserva legal e compensações ambientais em estudo na Casa Civil?
Aldo Rebelo - Não conheço a medida, mas creio que a tradição de legislar por decreto nessa matéria não trouxe bom proveito nem para o meio ambiente nem para agricultores. Agora, se o governo quer resolver os problemas, e tirar 90% dos agricultores da ilegalidade, eu também não posso ser contra.
(Publicado no jornal Valor Econômico- 17 de maio/2010)
25/05/2010
STEPHANES: Agricultura deve ser incluída nas decisões estratégicas
O cumprimento de uma agenda mínima para o setor agrícola, que leve a um novo salto tecnológico, à melhoria do sistema de defesa sanitária e à estruturação de uma política de crédito foi destacado pelo deputado Reinhold Stephanes (PR) como essencial para que o Brasil aumente a produção agrícola. Segundo ele, o setor agrícola não pode mais ficar de fora na tomada das decisões estratégicas do País. Em seu sexto mandato parlamentar, Stephanes foi ministro da Agricultura no governo Lula; da Previdência Social, no governo Fernando Henrique Cardoso; e do Trabalho, no governo Collor.
O que é necessário para o Brasil melhorar sua capacidade agrícola?
A principal medida é colocar a agricultura dentro da tomada de decisões estratégicas. Temos defendido uma agenda mínima para o setor, que vai desde a necessidade de um novo salto tecnológico, que promova a competitividade e o seu crescimento, à melhoria do sistema de defesa sanitária, à estruturação da política de crédito, e a uma melhor definição da política ambiental. Outra medida primordial é o combate aos cartéis que exploram e encarecem o preço dos alimentos.
25/05/2010
COOPERATIVISMO: Sistema OCB/Sescoop lança campanha para o Dia Internacional
As cooperativas comemoram, no dia 3 de julho de 2010, o Dia Internacional do Cooperativismo. Este ano o tema definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) propõe uma reflexão sobre o empoderamento da mulher e seu papel no contexto das cooperativas, como forma de gerar autonomia econômica e trabalho decente para a população feminina, com ganhos para toda a sociedade. Para promover a discussão, o Sistema OCB-Sescoop criou uma campanha nacional "A mulher e o cooperativismo: conquistas e desafios para o empoderamento feminino".
Foco - O Sistema sugere que o foco central da campanha considere a valiosa contribuição prestada pelas cooperativas para a redução das disparidades socioeconômicas em todo o mundo e aponte a equidade de gênero como um caminho necessário para se alcançar mais justiça social. Vale destacar a responsabilidade de todos os cooperativistas, que são convocados a avançar e ampliar as oportunidades de inclusão das mulheres nos processos produtivos, de gestão e tomada de decisões das cooperativas.
Perceptível - "É perceptível o destaque das mulheres nas cooperativas brasileiras. Hoje, elas já representam 40% dos funcionários e ocupam 12% dos cargos de direção. O resultado se vê também no desempenho dessas cooperativas que, com a presença feminina, tem mais efetividade, perenidade, assumem menos riscos e, com isso, proporcionam segurança e uma qualidade de vida ainda melhor a seus cooperados", pontua Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB-Sescoop.
Igualdade - A noção de empoderamento pressupõe a participação igualitária de homens e mulheres nos mais diversos espaços, com autonomia, equilíbrio e reconhecimento mútuo. No contexto das cooperativas, o tema surge como uma oportunidade para ampliar e qualificar a participação das mulheres nos conselhos fiscais e administrativos, nas assembleias gerais, nos comitês educativos e em outras atividades de interação entre cooperados, seus familiares e comunidades. É, também, um estímulo para que as cooperativas continuem criando meios para que as pessoas possam produzir e trabalhar com dignidade, dedicando especial atenção às mulheres.
Plataforma de Beijing - O tema de 2010 dialoga com as comemorações dos 15 anos da Plataforma de Ação de Beijing (Pequim, China), documento construído na IV Conferência Mundial da Mulher com o objetivo de acelerar a eliminação de "obstáculos que dificultam a participação ativa da mulher em todas as esferas da vida pública e privada, mediante uma participação plena e em igualdade de condições no processo de tomada de decisões econômicas, sociais, culturais e políticas." (Plataforma de Ação de Beijing, 1995). (Informe OCB)
25/05/2010
SESCOOP/PR: Banco do Brasil conhece indicadores de gestão das cooperativas do PR
Na última sexta-feira (21/05), o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, acompanhado do gerente de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop Paraná, Gerson Lauermann, esteve na sede do Banco do Brasil, em São Paulo, apresentando os principais indicadores de gestão das cooperativas paranaenses para as diretorias de crédito, comercial, superintendentes, gerentes e assessores do BB. Nesta reunião Koslovski falou do bom momento vivido pelo sistema cooperativista paranaense que fechou, mesmo num ano de forte crise internacional (2009), com um faturamento de R$ 24,9 bilhões, dos quais, R$ 21 bilhões movimentados pelas cooperativas agropecuárias, setor que investiu R$ 1 bilhão em infraestrutura, armazenagem e agroindústria. Segundo Kosloviski, "as cooperativas agropecuárias participam de forma efetiva em todo o processo de produção, beneficiamento, armazenamento e industrialização agropecuário, fazendo com que o cooperado seja um agente ativo no mercado interno e externo, bem como nas ações sociais em sua comunidade". Através de uma analise criteriosa feita pelos profissionais da gerência de Desenvolvimento e Autogestão, foram apresentados vários gráficos que fazem uma radiografia completa do cenário econômico e financeiro das cooperativas agropecuárias paranaenses. Para Koslovski "esse monitoramento, realizado há mais de uma década pelo Sistema Ocepar, servem para verificar tanto o desempenho econômico como financeiro das cooperativas e saber quais são os caminhos de crescimento e das reais necessidades de recursos para continuarem se desenvolvendo, gerando emprego e distribuindo renda", frisou.
Presenças - Participaram desta apresentação do Sescoop Paraná em São Paulo o Diretor de Crédito Rural do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, do Diretor de Crédito, Walter Malieni Júnior, do Superintendente Comercial, Ives Cézar Fulber, do Gerente Geral, Ademir Alves Pereira, do Gerente de Divisão, Ronaldo Kiss e de Maria Cristina F. de Araújo da área de analise de crédito do banco. Na opinião do Superintendente Comercial do Banco do Brasil, Ives Cézar Fulber, a iniciativa de levar ao conhecimento do banco informações sobre a "saúde financeira" das cooperativas do Paraná é de extrema importância. "Foi tão significativa que marcamos para o dia 10 de junho uma nova reunião na sede da Ocepar, juntamente com o Diretor de Crédito, José Carlos Vaz, para tratarmos sobre o prosseguimento deste trabalho junto aos demais setores do banco", frisou.
22/04/2010
MILHO I: Saída é exportar 10 milhões de toneladas
Com uma safra de verão cheia e uma safrinha recorde a caminho, o Brasil não sabe o que fazer com tanto milho. Deprimidos pelo excesso de oferta, os preços domésticos não remuneram os custos de produção e travam a comercialização, fazendo o grão se acumular nos armazéns. Apesar de as cotações internas estarem baixas - o que em teoria seria um incentivo às exportações -, o real sobrevalorizado tira a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Como resultado, as vendas externas do cereal, que poderiam ser a válvula de escape para enxugar o excesso de oferta e regular o mercado, também não decolam.
Pressão - Segundo analistas, o país teria que exportar ao menos 10 milhões de toneladas de milho neste ano para aliviar a pressão sobre os preços. Mas essa parece uma meta difícil de ser alcançada. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, entre janeiro e março de 2010, os embarques do grão somaram 1,8 milhão de toneladas, 30% menos que as 2,5 milhões de toneladas do primeiro trimestre de 2009. Ou seja, para cumprir a meta dos 10 milhões, o Brasil teria que enviar ao exterior quase 1 milhão de toneladas mensais até o final do ano. Em janeiro, mês de melhor desempenho até agora, os embarques brasileiros do cereal não chegaram à casa das 900 mil toneladas.
Comparação - "O ano passado não serve de base para comparação", defende Eduardo Sampaio, diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Tivemos um primeiro trimestre muito bom em 2009. Quase um terço das exportações foram feitas nesse período, até por causa do apoio polêmico do PEP", explica.
Subsídio - O governo garante que está preparado para auxiliar a comercialização da produção novamente neste ano, inclusive com subsídio à exportação. "No ano passado apoiamos a venda de 10,8 milhõesa de toneladas de milho. Neste ano, estimamos que ao menos 15 milhões de toneladas irão precisar de apoio", prevê o coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais do Mapa, Silvio Farnese. A ideia, explica, é escoar o milho do Mato Grosso para os centros de consumo do Norte e Nordeste do país e subsidiar a exportação do cereal produzido em estados autossuficientes como o Paraná.
Embarque - Farnese considera que isso viabilizaria o embarque de 10 milhões de toneladas até o final do ano, volume considerado suficiente por produtores e indústrias para enxugar o mercado. Mais conservadora, a Conab estima as exportações brasileiras de milho em 2010 em 8,5 milhões de toneladas. O volume é superior ao registrado no ano passado (7,8 milhões), mas fica abaixo do recorde de 2006/07, quando 10,9 milhões de toneladas do cereal deixaram os portos nacionais. Naquele ano, as vendas externas do grão explodiram por causa de uma quebra na safra de trigo da Europa. Na temporada seguinte, com recuperação da safra europeia, os embarques brasileiros caíram quase à metade e inflaram os estoques de passagem do país, que beiraram 12 milhões de toneladas no ciclo 2007/08.
Excedente - Desde então, o Brasil vem carregando esse excedente. Há três safras, o país vira o ano com mais de 11 milhões de toneladas de milho sobrando. E, se não conseguir alavancar as exportações neste ano, repetirá o mesmo roteiro em 2010. Considerando a meta atual da Conab para as vendas externas, o país chegará ao final do ano com 11,4 milhões de toneladas do cereal em estoque, o suficiente para quase três meses de consumo. O acúmulo de sobras não é visto como um problema pelo Mapa. "Consu mimos pouco menos de 4 milhões de toneladas ao mês. Por isso, precisamos manter nossos estoques em níveis saudáveis para evitar o desabastecimento", defende Sampaio.
Preocupação - Já na visão do setor produtivo, o carregamento de estoques é motivo de preocupação. "Nossa rede de armazenagem, além de deficitária, é mal distribuída. Não haverá espaço para guardar tanto milho em Mato Grosso. No ano passado ficamos com 500 mil toneladas armazenadas a céu aberto no estado. Não me assustarei se neste ano esse volume for ainda maior", declara Seneri Paludo, superintendente do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea). Nas contas do instituto, Mato Grosso terá neste ano 13,5 milhões de toneladas de milho para comercializar. A estimativa considera um excedente de 3 milhões de toneladas de milho que sobraram da safra anterior e uma safrinha recorde de 9,5 milhões de toneladas prevista para 2010. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
22/04/2010
PROAGRO: Quinta turma de recursos julga 250 processos do PR e SC
Foi realizada nesta segunda-feira (19/04), em Curitiba, a 2ª reunião deste ano da 5ª turma de julgamento de recursos ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), que compreende os estados do Paraná e Santa Catarina. Os recursos são de produtores de trigo, milho, feijão e soja que tiveram suas indenizações impugnadas ou obtidas parcialmente junto ao Proagro por motivos de frustração de safra. Na reunião foram julgados 250 processos de produtores paranaenses e catarinenses, sendo 50% referentes à cultura do trigo, 35% da cultura do milho, 10% da cultura da soja e 5% da cultura do feijão. São recursos quase na totalidade da safra 2008/09 e 2009/10. Os principais eventos ocorridos foram estiagem, chuva na colheita e no milho safrinha e trigo alguns casos de geada.
Motivos de indeferimento - O motivo do agente financeiro não fazer a indenização do Proagro é principalmente devido à falta de laudo pericial em momento oportuno, dificuldade de comprovar as perdas, notas fiscais de compra dos insumos a prazo e segunda via, plantio fora do zoneamento recomendado para a região, não comercialização da produção até a decisão do agente e parâmetro de preços para definir a receita acima do mercado. Aproximadamente 70% dos recursos foram acatados pela turma de julgamento. O passo seguinte é a publicação das súmulas no Diário Oficial da União e posterior encaminhamento aos agentes financeiros - Bando do Brasil, Sicredi e Credicoamo, para refazer os cálculos e encaminhar às agências para complementar a cobertura e/ou comunicar aos mutuários da decisão da CER/Proagro.
Nota técnica da pesquisa - A nota técnica feita no ano passado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) foi fundamental para acolher os recursos dos mutuários na questão das quedas de rendimento e qualidade do trigo, pois confirmou que a causa das perdas foi o excesso de chuvas e as doenças giberela e brusone foram a conseqüência. Dessa forma, os recursos dos mutuários foram votados como procedentes.
Integrantes - Participam da 5ª turma de julgamento de recursos do Proagro representantes nomeados pelo Ministério da Agricultura da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Banco Central (Bacen), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Banco do Brasil (BB), do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPOG) e do Ministério da Fazenda (MF) - coordenados pela Comissão Especial de Recursos/Proagro do Mapa. Os representantes da OCB na quinta Turma são os engenheiros agrônomos do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti (titular) e Silvio Krinski (suplente)
22/04/2010
GRÃOS: Ocepar atualiza custos de produção das principais lavouras
A Gerência Técnica e Econômica do Sistema Ocepar -Getec realizou a atualização dos custos de produção para as culturas do feijão, milho, soja e trigo, com base nos preços pagos pelos agricultores na aquisição de insumos de produção do trimestre dezembro 2009, janeiro e fevereiro 2010. "Os valores levantados servem de referência para os produtores e cooperativas compararem com suas estimativas e visualizarem o resultado da atividade", esclarece o analista da Getec, Robson Mafioletti. Ainda de acordo com ele, houve uma redução de 3% a 5% nos custos de produção em relação ao último estudo, realizado em outubro de 2009. "Isso ocorreu em função da queda dos preços de fertilizantes e agroquímicos", afirmou.
Milho e soja - Em relação ao milho, o levantamento atual indicou que o custo operacional, que inclui o desembolso feito pelo produtor para implantar a cultura e a depreciação das máquinas e equipamentos, foi de R$ 15,44 a saca de 60 quilos, enquanto o preço recebido ficou em R$ 14,17 a saca. "Nesse caso, a diferença entre o que foi investido e o que o produtor recebeu foi amenizada em parte pelas boas produtividades que ficaram acima das 120 sacas por hectare, que é a base do custo da Ocepar", afirma Mafioletti. Já em relação à soja, o preço recebido ficou em R$ 36,75 a saca enquanto o custo operacional em R$ 26,54. "Atualmente, os produtores estão recebendo cerca de R$ 30,00 a saca, ou seja, a margem de lucro reduziu consideravelmente. Mas vale ressaltar que o estudo serve como parâmetro pois cada produtor tem um custo particular", acrescenta.
30/03/2010
RAMO CRÉDITO: CMN flexibiliza ouvidoria nas cooperativas
As cooperativas de crédito foram autorizadas a compartilhar ouvidoria para atendimento de seus usuários. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (25/03) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Agora, o compartilhamento desse canal de comunicação com o cooperado pode ser feito em associações de classe, federações, centrais, confederações e nos bancos do sistema cooperativo.
Pleito - Segundo o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito (Gecred) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Silvio Giusti, a obrigatoriedade da ouvidoria está em vigor desde 2007 para todas as entidades fiscalizadas pelo Banco Central (BC). "O tema era pleito e constava no plano de ação do Conselho Consultivo de Crédito da OCB (Ceco/OCB). Até então, a resolução publicada exigia ouvidoria em todas as cooperativas de crédito e, no máximo, permitia que cooperativas filiadas a uma central firmassem convênio com a mesma, para utilização de serviço de atendimento e assessoramento. No entanto, os custos de implantação e operação para as cooperativas organizadas em sistemas ou independentes eram muito altos, chegando a R$ 80 milhões", explicou Giusti.
Avanço - Após várias reuniões coordenadas pelo Ceco com representantes do Bacen , da diretoria da OCB, com a participação do presidente, Márcio Lopes de Freitas, e o diretor de Normas do Bacen, Alexandre Tombini, os entendimentos a respeito do tema avançaram culminando com a aprovação da nova resolução do CMN (3.849). Com isso, as cooperativas singulares independentes podem firmar convênio com cooperativa central ou confederação de crédito, mesma não sendo filiada. Elas também podem ter convênio com associação representativa de classe, para compartilhamento e utilização de ouvidoria. Já as cooperativas de crédito organizadas em sistema, explica Giusti, poderão firmar convênio com sua respectiva central, confederação ou banco cooperativo para compartilhamento e utilização de ouvidoria única, mantida em uma dessas entidades.
Importante - "A flexibilização permitida na nova resolução é muito importante, na medida em que permite a otimização das estruturas e a redução de custos para as cooperativas de crédito, além de reconhecer as estruturas das organizações verticalizadas dos sistemas de crédito cooperativo e criar uma alternativa para as cooperativas independentes, contemplando assim as manifestações da OCB", resume o gerente. (Informe OCB)
29/03/2010
COMÉRCIO: BR e Argentina dizem que superaram conflitos e preparam missão à China
O comércio entre Brasil e Argentina aparentemente superou o período de conflitos provocados pelas barreiras na troca de mercadorias e os dois países já discutem ações conjuntas de promoção comercial, a começar por uma missão de empresários para a China. Reunidos, nesta quinta-feira (25/03), o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, e o subsecretário de Política e Gestão Comercial do Ministério da Produção argentino, Eduardo Bianchi, garantiram que não há mais problemas de comércio em setores empresariais, apenas "questões pontuais" entre os dois países.
Tensões - A reunião entre as equipes dos governos do Brasil e Argentina não foi, porém, isenta de tensões. Barral insistiu, sem sucesso, na necessidade de acabar com o sistema de licenças automáticas para importação. E ambos os países temem o uso político de barreiras não tarifárias como ações antidumping ou investigações sobre normas de origem. As autoridades argentinas e brasileiras, depois da reunião, de manhã, em que discutiram o comércio bilateral, preferiram apontar os avanços, como a recente eliminação de licenças prévias para comércio de pneus. Não há previsão, porém, de nenhuma outra medida do gênero.
Setores - As duas equipes verificaram que, em alguns setores nos dois países, houve "desvio de comércio" - concorrentes de fora do Mercosul ocuparam fatias de mercado antes preenchidas pelos sócios do bloco. Foi o caso, segundo Barral, das vendas de móveis argentinos ao Brasil: eles representavam até 7% do mercado brasileiro de importados e, entre 2008 e 2009, passaram a 1%, enquanto os móveis da China passaram de 25% para 40% de participação no mercado.
Papel e malha - Os produtores brasileiros de papel viram sua fatia no mercado argentino cair de 34% para 30% no mesmo período, e a da China subir de 4% para 10%. Exportadores de malha fina do Brasil tinham 29% e têm, hoje, apenas 9%, mas os chineses que vendem o mesmo produto passaram de 56% do mercado para 78%. As autoridades do Brasil e da Argentina pretendem, nesta sexta-feira (26/03), analisar as razões da perda de participação nos mercados.
Custos - "Em alguns casos que notamos perda do lado argentino a razão foi aumento nos nossos custos, inclusive custos logísticos brasileiros, em outros casos, houve mudança no padrão de consumo, e ainda, o produto brasileiro recebeu tratamento que levou à perda de mercado", comentou Barral. "Tratamento", segundo o secretário, são as barreiras alfandegárias. Esses obstáculos serão discutidos com os representantes argentinos, que se disseram dispostos a mudar procedimentos, quando possível, para evitar discriminação contra os brasileiros. "Vamos analisar, pode ser competição, a demanda do mercado", disse Bianchi.
Oportunidades - Decididas a evitar uma escalada protecionista no comércio bilateral, as autoridades argentinas e brasileiras esperam identificar oportunidades no mercado chinês para a promoção comercial conjunta. Barral e Bianchi disseram acreditar que há possibilidade de trabalhar juntos para venda de produtos alimentícios, certos calçados mais sofisticados e máquinas para nichos específicos. "Esperamos que seja a primeira atividade de promoção conjunta, para replicá-la em outros mercados", anunciou Barral, que espera lançar a missão comercial no segundo semestre deste ano. (Valor Econômico)
29/03/2010
FGV: Confiança do consumidor sobe 0,6% em março
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de março, divulgado nesta quinta-feira (25/03) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou taxa positiva de 0,6% ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. A taxa ficou acima da apurada no mês passado, quando o ICC caiu 2 2% em fevereiro na comparação com mês anterior. Com o resultado, o desempenho do indicador, calculado com base em uma escala de pontuação entre zero e 200 pontos, passou de 110,2 para 110,9 pontos, de fevereiro para março.
Otimismo - Pelo levantamento, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor. A FGV informou que, em março, as avaliações sobre o momento atual tornaram-se menos favoráveis e as expectativas em relação aos próximos meses ficaram mais otimistas. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 1,5% este mês, após recuar 0,8% em fevereiro. Já o Índice de Expectativas (IE) teve alta de 2,1% em março, ante taxa negativa de 3,0% em fevereiro.
ICC - De acordo com a FGV, o ICC subiu 13,2% em março, na comparação com igual mês em 2009. No mês passado, nesta comparação anual, o indicador avançou de forma mais intensa, com alta de 15,3% ante fevereiro de 2009. O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1 e 22 de março deste ano. (Agência Estado)
29/03/2010
JUROS: CMN mantém TJLP em 6% ao ano
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, em reunião realizada nesta quinta-feira (25/03), manter a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6% ao ano. A decisão sobre a taxa irá vigorar durante o segundo trimestre de 2010. A TJLP é a taxa de juros usada nos financiamentos a empresas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa atual de 6% está em vigor desde julho. (Valor Econômico)
29/03/2010
MEIO AMBIENTE II: FEED 2010 vai debater mudanças climáticas e atividade agropecuária
Bjorn Lomborg, autor do livro "O Ambientalista Cético" e professor-adjunto da Copenhagen Business School; e Patrick Michaels, membro sênior de estudos ambientais do Cato Institute, são algumas das autoridades que estarão presentes no Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED 2010), evento que começa no próximo domingo (28/03), em São Paulo. Com uma série de atividades até terça-feira (30/03), o Fórum tem por objetivo promover uma ampla discussão sobre as relações que existem entre as mudanças climáticas e a atividade agropecuária.
Iniciativa - O FEED é uma iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e tem como uma das metas principais avaliar os resultados obtidos na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas do ano passado (COP 15, realizada em Copenhague, na Dinamarca) e iniciar a elaboração de uma proposta do setor agropecuário para a COP 16, que ocorre no final deste ano, no México. O FEED 2010 será realizado no WTC Convention Center, em São Paulo (Avenida das Nações Unidas, 12.551 - Brooklin Novo).
Abertura - A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, realizará a abertura do Fórum, às 18h do próximo domingo. Na seqüência o embaixador extraordinário de Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Sérgio Serra, apresentará palestra sobre o "Posicionamento do Governo Brasileiro Pós-COP 15", abrindo oficialmente o Fórum.
Acesso - O acesso ao Fórum é gratuito e as inscrições podem ser realizadas pela internet, por meio do Canal do Produtor (www.canaldoprodutor.com.br), onde também está disponível a programação completa do evento, com todas as palestras e painéis que serão realizados. Bjorn Lomborg, por exemplo, participa da palestra que vai discutir "O conflito político e científico sobre o aquecimento global", na segunda-feira. Patrick Michaels e Luiz Pinguelli Rosa, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor da COPPE/UFRJ, participam do painel "A relação entre o aquecimento global e as atividades humanas", também na segunda-feira (29/03).
Impactos na economia - Na terça-feira (30/03), a programação conta, entre outros painéis e reuniões, com palestra do ex-ministro Delfim Netto sobre "O acordo sobre mudanças climáticas e seus impactos na economia dos países emergentes". No final da tarde de terça-feira serão realizadas a leitura e a discussão da "Carta de São Paulo", consolidando os debates promovidos durante todo o FEED 2010. O analista técnico do Sistema Ocepar, Gilson Martins, participa do evento. (Com informações da imprensa CNA)
29/03/2010
MEIO AMBIENTE I: Câmara debate Código Florestal
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR) da Câmara dos Deputados debateu nesta quarta-feira (24/03), em audiência pública, questões técnicas sobre as 11 propostas que alteram ou revogam o Código Florestal (Lei 4.771/1965) e a Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998). Foram convidados para participar da reunião os deputados Moacir Micheletto e Aldo Rebelo, presidente e relator da comissão especial que analisa as propostas, respectivamente.
Frencoop - Os dois expositores, integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), exaltaram a iniciativa de realização de audiências públicas da comissão especial em todo o País, uma vez que as informações coletadas nos estados brasileiros são importantes para se criar uma proposta plural em relação à preservação do meio ambiente.
Técnica - Para Micheletto, existem várias questões que precisam ser debatidas de maneira técnica. "Estamos discutindo parâmetros científicos que vão determinar o aumento ou a diminuição da reserva permanente ou da mata ciliar", avaliou o deputado. Ele também argumentou sobre a necessidade de se criar mecanismos de compensação para os produtores rurais em razão das limitações econômicas decorrentes da proteção ao meio ambiente.
Ambiental e social - Já o deputado Aldo Rebelo ressaltou que é necessário dar peso semelhante às questões ambientais e sociais. Ele questionou a dificuldade que os estados amazônicos enfrentam para construir uma hidrovia, enquanto os paulistas teriam mais facilidade para construir novas rodovias.
Presenças - Além dos convidados, participaram da audiência os deputados Sérgio Petecão, Asdrubal Bentes, Perpétua Almeida, Paulo Piau, Nlido Campos, Marcelo Serafim, João Valente e Ricardo Tripoli. Na próxima segunda-feira (29/03), os deputados da comissão especial voltam a discutir o tema em Curitiba com técnicos da Empresa Brasileria de Pesquisa Agropecuária(Embrapa). (OCB, com informações da Agência Câmara)
29/03/2010
AGRICULTURA II: Oscilações de preços e clima afetaram valor da produção nos últimos anos
A renda da agricultura brasileira passou por grandes mudanças nos últimos três anos. Nesse período, vários fatores afetaram os resultados econômicos do setor, como a situação de preços altos dos produtos agrícolas em 2007 e 2008, a crise financeira mundial e os fatores climáticos que influenciaram a safra em 2009.
Superiores - Os preços dos mercados interno e internacional atingiram níveis superiores a seus preços históricos em 2007 e 2008. Em valores monetários, o aumento do valor da produção entre um ano e o outro foi de R$ 20,84 bilhões. De acordo com o coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Gasques, os preços da soja, milho, arroz e trigo ilustram bem a conjuntura de preços altos do período.
Crise - Em setembro de 2008, o mundo foi surpreendido pela crise econômica internacional, que afetou mercados, com pressões especulativas sobre os preços de várias commodities agrícolas. "Além disso, houve redução da demanda internacional para grãos e carnes, em particular", explica o coordenador do Mapa.
Ano histórico - Apesar da pluralidade de situações favoráveis e adversas, o período em análise foi marcado pelo maior Valor Bruto da Produção (VBP) desde o início da série. O estudo do VBP é realizado mensalmente, desde 1997, e calcula o valor da produção "dentro da porteira", sem levar em consideração custos, como transporte e inflação, por exemplo. O valor bruto de R$ 163,64 bilhões, em 2008, foi 14,6% superior em valores reais ao obtido no ano anterior. Os impactos da crise afetaram o valor da produção, mas o desempenho do ano passado foi marcado, na realidade, pelas mudanças climáticas, como excesso de chuvas e geadas especialmente no Sul do País. Naquela região, ocorreram perdas acentuadas de diversas culturas, principalmente milho, soja trigo e feijão.
2010 - Gasques diz que este ano pode ser especialmente favorável para a agricultura, pois vem demonstrando recuperação de parte das perdas ocorridas no ano passado. Os levantamentos de safra divulgados neste mês de março mostram que deve haver aumento expressivo da produção agrícola em 2010. As estimativas para este ano mostram que o Valor Bruto da Produção poderá atingir R$ 161 bilhões. "Caso esse valor se confirme, será o segundo maior desde 1997", destaca o coordenador. (Mapa)
29/03/2010
AGRICULTURA I: Concessão de crédito rural cresce 20% em relação à safra passada
Nesta safra, entre julho de 2009 e junho de 2010, a concessão de crédito para a agricultura comercial superou R$ 49 bilhões, o que corresponde a mais de 21% do aplicado no mesmo período do ciclo passado (2008/2009). Os dados são do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Deagri/Mapa), com base em informações do Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural.
Destaques - Entre as linhas especiais a juros controlados, para a safra 2009/2010, destaca-se o Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK), com vigência até junho e juros de 4,5% ao ano, para a compra de maquinário agrícola. Por meio do PSI-BK foram concedidos mais de R$ 2,65 bilhões, entre julho de 2009 a fevereiro deste ano.
Produção sustentável - É expressivo o crescimento do crédito concedido pelo Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa). De julho de 2009 a fevereiro de 2010, o programa mais do que quintuplicou o volume de aplicações, em relação ao mesmo período anterior, passando de R$ 57 milhões para mais de R$ 290 milhões. O diretor do Deagri, Wilson Araújo, considera esse aumento (mais de 370%) como resultado da disseminação do programa junto aos bancos. Para Araújo, o aumento de mais de 370% no período resulta de uma melhor disseminação do programa junto aos bancos.
Médio produtor - De julho de 2009 a fevereiro de 2010, a aplicação de recursos do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural) totalizou R$ 2,1 bilhões, incluindo custeio e investimento. Trata-se de concessão de crédito três vezes superior ao aplicado no mesmo período da safra 2008/2009, quando foram concedidos R$ 695 milhões.
Volume - O volume de recursos programado para este período atinge R$ 5 bilhões, representando 72% a mais do que o da safra anterior. Entre as medidas de incentivo ao médio produtor rural estão o aumento dos limites de financiamento para custeio, R$ 250 mil, e investimento, R$ 200 mil. Também foi incluída uma nova modalidade de crédito rotativo (R$ 50 mil), além de maior limite de renda para enquadramento do beneficiário, passando para R$ 500 mil, e a criação da subexigibilidade de 6% sobre depósitos à vista dos bancos, garantindo recursos para os agricultores.
Cooperativas - O Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) teve aplicação de R$ 1,2 bilhão de julho de 2009 a fevereiro de 2010 (aumento de 178% em relação à safra passada) e o Programa de Capitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária (Procap-Agro), criado nesta safra, teve R$ 207 milhões aplicados. (Mapa)
29/03/2010
TRIBUTOS III: Comissão aprova compensação de PIS/Cofins sobre insumo agrícola
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), da Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (24/03), o Projeto de Lei (PL) 727/2007, de autoria do deputado Alfredo Kaefer, integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). A matéria altera o artigo 6º da Lei 10.833/2003, que instituiu a cobrança não-cumulativa da Cofins e o artigo 5º da Lei 10.637/2002, que instituiu a cobrança não-cumulativa do PIS. Desta forma, o projeto permite que as empresas agroindustriais exportadoras utilizem o crédito presumido das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que hoje estão retidos em balanços patrimoniais, para compensar o pagamento de outros tributos administrados pela Receita Federal ou recebam a quantia equivalente em espécie.
Tramitação - O projeto, que conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), tramita em caráter conclusivo e agora segue, respectivamente, para análise das Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados. (Informe OCB)
29/03/2010
TRIBUTOS II: Exportador está livre de taxa sobre insumos
Os agricultores e pecuaristas que produzem para exportação já podem deixar de pagar tributos federais sobre insumos como ração e adubo. A Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior assinaram portaria que regulamenta o drawback integrado. O drawback é um regime que suspende o pagamento de tributos federais sobre os insumos usados nas mercadorias produzidas exclusivamente para a exportação. Esse regime existe desde a década de 60, mas só era aplicado sobre insumos importados. Em 2008, o governo estendeu a opção aos insumos nacionais, criando o drawback verde-amarelo.
Integrado - No final de 2008, uma medida provisória havia estendido o drawback aos produtos agropecuários, criando o drawback integrado. A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas a aplicação do regime dependia da portaria conjunta. A portaria havia sido editada pela Secretaria de Comércio Exterior no ano passado, mas ainda faltava a assinatura do secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo.
Tributos - Com a portaria, os produtores nacionais poderão adquirir insumos nacionais ou importados, de forma combinada ou não, com suspensão de tributos. No drawback verde-amarelo, o benefício só valia para matérias-primas nacionais se a mercadoria contivesse pelo menos um item importado. Os tributos que terão o pagamento suspenso são os seguintes: Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados, PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). (Agência Brasil)
29/03/2010
TRIBUTOS I: Cooperativas têm dificuldades em acessar versão do gerador de CNPJ
A Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizou a versão 3.0 do Programa Gerador de Documentos do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). No entanto, as cooperativas estão com dificuldade ao acesso do programa e, por isso, impossibilitadas de atualizar dados referentes aos atos de inscrição, alteração e baixa dos contribuintes. O especialista tributário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Edimir Santos, informa que a entidade está em contato com a Receita Federal para que seja resolvido o problema.
Alternativa - Santos cita uma alternativa que pode ser utilizada em alguns estados: trata-se do Cadastro Sincronizado Nacional, criado pela RFB para reduzir a burocracia e o tempo de abertura, alteração e baixa de empresas. Ele também alerta que o programa ainda está em fase de implementação e, em virtude diisso, não estão funcionando plenamente em alguns estados. "O sistema é uma sincronização entre os diversos cadastros existentes para que todos possam acessar as mesmas informações cadastrais, mas existem várias adequações que os estados devem realizar para que o programa funcione plenamente", disse.
Informações - Mais informações podem ser obtidas no site https://www16.receita.fazenda.gov.br. (Informe OCB)
29/03/2010
FUNRURAL: Cooperativa do PR obtém liminar para deixar de reter o Fundo
A Cooperativa de Desenvolvimento e Produção Agropecuária- Codepa, localizada em Mangueirinha, Sudoeste do Paraná, obteve, junto à 2ª Vara Cível da Justiça Federal de Cascavel, limitar autorizando a não retenção do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) dos cooperados produtores rurais empregadores pessoas físicas, na linha de decisão do Supremo Tribunal Federal. Mais informações com a assessoria jurídica da Ocepar.
26/03/2010
FEIJÃO: Leilões e entressafra elevam preço no Paraná
A colheita do feijão da seca começou com preços mais firmes e tendência de alta no mercado paranaense. A saca do carioca, no mês passado valia menos de R$ 55 no estado, foi cotada a R$ 73,54 ontem, em alta de 34%. O preto teve valorização mais modesta, de 19%. O preço saiu de R$ 57 em fevereiro para R$ 67,65 ontem, segundo a média estadual apurada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os preços também subriram nas gôndolas dos supermercados. Os consumidores curitibanos pagam em média R$ 2,35 pelo quilo do feijão. No mês passado, o carioca foi comercializado em média a R$ 1,95 e o preto a R$ 2,03 o quilo.
Entressafra - O movimento de alta é motivado principalmente pelo período de entressafra, explica Sandra Shetzel, analista da Unifeijão. "É um período de transição. A colheita das águas já acabou e a safra da seca está apenas começando. Por isso, a oferta é menor que a demanda e o mercado é comprador." No Paraná, a sazonalidade positiva também é potencializada por uma nova modalidade de comercialização, a venda eletrônica de feijão.
Internet - Negociando seu produto pela internet, produtores e cooperativas dos Campos Gerais estão conseguindo receber valores acima dos praticados no mercado disponível regional. O agricultor Jesse Prestes é um exemplo. "Tinha um lote de feijão comercial, de qualidade inferior. Tentei vender aqui na região mesmo, mas me ofereceram só R$ 50. Então, entrei no leilão e vendi a R$ 62 a saca", conta.
Lote negociado - O produto de Prestes foi um 13 lotes negociados ontem em leilão eletrônico na Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), braço físico da BM&F Bovespa. No total, foram comercializadas no pregão quase 6 mil sacas do grão. O preço médio foi de R$ 83,97 a saca, mas lotes de melhor qualidade, de grãos tipo 1, alcançaram até R$ 95.
Procura - "A procura foi grande e houve disputa em vários lotes. Clientes de todos os cantos do Brasil participaram. Foi apenas o quarto leilão, mas o projeto já é um sucesso ", comemora Murilo Garcia, operador de mercado da Correpar e um dos idealizadores dos pregões eletrônicos. Em quatro operações, os leilões já movimentaram R$ 1,14 milhão com a venda de quase 15 mil sacas de feijão. Os preços variaram de R$ 50 para o produto fora de tipo e R$ 106 para o grão tipo 1.
Aumento - A procura pela nova modadalidade de comercialização aumenta a cada leilão, relata Eduardo Medeiros Gomes, diretor do Sindicato Rural de Castro. "Quem vendeu feijão nos primeiros leilões está ofertando mais e quem comprou também continua comprando", diz. "No primeiro leilão, conseguimos vender 25% dos lotes ofertados. Ontem, negociamos 57%", confirma Sebastião Sansana, operador de mercado da cooperativa Castrolanda.
Transparência - Ele avalia que os leilões dão mais transparência e segurança para o mercado e afirma que a comercialização virtual do produto tem ajudado a impulsionar os preços na região. "Tem produtor aqui que recebe oferta de R$ 80 e não vende porque consegue preço melhor no leilão. Coincidentemente ou não, houve melhora de preço nos dias que antecederam os leilões", diz.
Campos Gerais - Por enquanto, apenas produtores dos Campos Gerais podem participar dos pregões, mas a expectativa é que os leilões sejam abertos para outras regiões do país em breve. "É apenas uma questão de tempo. Acredito que dentro de quatro a seis meses já teremos ofertas de outros estados", prevê Garcia.
Mercado físico - "Os leilões não têm a pretensão de acabar com o mercado físico. Pelo contrário, são apenas mais uma alternativa para o produtor. Mas depois de consolidada, a comercialização eletrônica na BBM pode ser o primeiro passo para a formação de um mercado futuro de feijão, o que era impensável até então", observa Gomes. (Gazeta do Povo)
26/03/2010
SAFRA 2009/10: USDA indica boa produtividade de milho no BR, mas arroz deve ter queda
Novas previsões para a safra 2009/2010 de milho no Brasil indicam a colheita de 51 milhões de toneladas e exportações de 7,2 milhões de toneladas, em função das boas produtividades. As informações foram divulgadas nessa quarta-feira (24/03) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O órgão estima que a produção do grão para 2010/2011 deve cair levemente, para 50 milhões de toneladas, e as exportações alcancem 8 milhões de toneladas.
Arroz - Quanto ao arroz na temporada 2009/2010, a produção esperada do Brasil está inferior em 9%, para 7,85 milhões de toneladas, necessitando de importações de um milhão de toneladas do grão, possivelmente com importações dos Estados Unidos. As exportações do produto para 2009/2010 estão estimadas em 300 mil toneladas. Em 2010/2011, a produção de arroz brasileira deve aumentar para 8,3 milhões de toneladas, como resultado de condições meteorológicas normais. Como resultado, as importações de arroz 2010/2011 devem retornar para um nível mais típico, de 700 mil toneladas, e exportações de 500 mil toneladas. (Revista Globo Rural)
26/03/2010
ELEIÇÕES 2010: Propostas do setor agrícolas são entregues aos candidatos à presidente
O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), participa, nesta quinta-feira, 25, da entrega das propostas do setor agrícola aos candidatos a presidente, resultantes do Seminário "O que esperamos do próximo presidente". A iniciativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O seminário nacional "O que esperamos do próximo presidente" acontece no World Trade Center (Avenida das Nações Unidas, nº 12.551 - Brooklin Novo - São Paulo - SP). (Assessoria de Imprensa)
26/03/2010
SANIDADE: Paraná pronto para ser considerado livre da aftosa sem vacinação
O deputado federal Eduardo Sciarra (DEM/PR) reuniu-se nessa quarta-feira (24/03), em Brasília, com a bancada do Paraná na Câmara dos Deputados para discutir o trabalho que vem sendo desenvolvido para que o Estado seja considerado área livre da febre aftosa sem vacinação. O objetivo é conseguir um ato normativo no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarando o Estado livre da doença. Nessa condição, os produtores paranaenses poderiam conquistar novos mercados, principalmente em países onde as barreiras sanitárias são mais rígidas. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, esteve presente no encontro.
Status - Em 2000 o Paraná conseguiu o status de área livre de aftosa. A luta agora é alcançar esse status de livre de aftosa sem vacinação. Atualmente apenas Santa Catarina possui esse status em todo Brasil. Segundo dados da FAEP, se o MAPA validar o pedido paranaense, a campanha de vacinação prevista para novembro estará suspensa. Apenas com vacinas a economia poderá chegar a R$ 30 milhões por ano.
Decisões - Para Sciarra, duas decisões são importantes para o Paraná pleitear o status livre de aftosa sem vacinação: A criação dos Conselhos Municipais e Intermunicipais de Sanidade Agropecuária - os CSA's - e a implantação de um fundo de defesa agropecuária. Esse fundo deu a garantia ao produtor de que, caso haja um surto de aftosa, os proprietários de animais sacrificados por questões sanitárias sejam indenizados.
Condições - "Acredito que o Paraná tem todas as condições de conseguir esse status e liderar o processo de erradicação da aftosa no Brasil, conseguindo, assim, agregar valor à produção agropecuária do Estado", afirmou Sciarra. Em 2008, o Mapa realizou auditoria no Serviço de Sanidade Animal, na área de sanidade agrícola, e o Paraná obteve conceito B, a maior pontuação do País, saindo do 7º para o 1º lugar nacional.
Campanha - No mês de maio de 2010, todos os bovinos e bubalinos com idade até 24 meses serão vacinados contra a febre aftosa. O secretário nacional da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Inácio Kroetz, também presente na reunião, reconheceu que o Paraná está capacitado e tem condições de levar adiante o processo de reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. Com isso, o Paraná poderá suspender, já a partir de novembro de 2010, as campanhas de vacinação. Há quatro anos não existe registro de focos de febre aftosa no país. (Assessoria de Imprensa)
26/03/2010
CORREIOS: Selo comemorativo homenageia Zilda Arns
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos promoveu nesta quinta-feira (25/03) o lançamento oficial do selo comemorativo "Emissão Mercosul: 2001-2010 Década de cultura e de paz" em homenagem à fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, falecida no último mês de janeiro, no Haiti. O evento foi realizado na Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz de Curitiba.
26/03/2010
CAPITALIZAÇÃO: Ocepar e Banco do Brasil discutem Procap-Agro
O superintendente estadual de varejo do Banco do Brasil, Paulo Roberto Meinerz, e o gerente geral da Corporate Paraná, Ademir Alves Pereira, estiveram reunidos nesta quarta-feira (24/03), em Curitiba, com o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, para discutir questões de interesse das cooperativas junto ao banco. A liberação de recursos do Procap-Agro (Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias) foi o principal tema em pauta, tendo em vista a demora que vem ocorrendo na formalização das operações junto às cooperativas. Ademir Alves Pereira, que coordena o trabalho relativo ao programa, informou que já foram liberados recursos para duas cooperativas paranaenses, sendo que nesta semana mais uma cooperativa será beneficiada. Ainda de acordo com o gerente da Corporate Paraná, as análises dos pedidos das cooperativas continuam sendo realizados e, certamente, será aprovado um número significativo de pleitos das cooperativas do Estado em breve.
Trigo - Na oportunidade, também foi solicitado a Meinerz que o BB possibilite o financiamento de custeio do trigo, mesmo para aqueles produtores que solicitaram prorrogação dos seus custeios por dificuldade de comercialização ou quebra de safra. "O superintendente se comprometeu a levar o pleito para análise", informou o presidente da Ocepar.
25/03/2010
AGRONEGÓCIO: Adidos agrícolas debatem com representantes do setor privado
Nesta terça-feira (23/03), em São Paulo/SP, os adidos agrícolas, que vão atuar em oito postos internacionais, reuniram-se com setores representativos do agronegócio para debater necessidades, demandas e o posicionamento de setores como cana-de-açúcar e carnes bovina, suína e de aves. O grupo, que já esteve em Catanduva/SP para assistir a colheita mecanizada da cana-de-açúcar, permanece em São Paulo, até o fim desta semana. "Essa é uma forma de ampliar o conhecimento sobre os mercados externos e, certamente, contribuir para organizar a minha agenda de trabalho no exterior", afirma Bivanilda Tapias, que assumirá o posto na embaixada do Brasil na Argentina.
Outros países - Estados Unidos, Japão, Rússia, Suíça (OMC), China, União Europeia e África do Sul também terão técnicos para promover e defender o agronegócio nacional. "Considero que esses profissionais são a elite do Ministério da Agricultura e poderão atuar de forma decisiva para ampliar negociações dentro das embaixadas", afirmou o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto, que acompanha o grupo.
Última etapa - A interação desses profissionais com o setor privado é a última etapa do programa de preparação dos adidos, realizada desde fevereiro pelos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores (MRE). Na segunda (29) e terça-feira (30/03), o grupo vai para Minas Gerais acompanhar processos em abatedouros. A previsão é que os selecionados comecem o trabalho no país de destino em dois meses. (Mapa)
25/03/2010
BNDES: Banco muda regras do microcrédito para ampliar empréstimos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu de R$ 1 milhão para R$ 500 mil o valor mínimo de financiamento para os agentes repassadores de 1º Piso, isto é, as instituições que emprestam diretamente a microempreendedores. A medida está no novo Programa BNDES Microcrédito, lançado em fevereiro, que substitui o anterior Programa de Microcrédito do BNDES (PMC). O anúncio foi feito na última terça-feira (16/03) pelo banco e visa a ampliar o número de instituições repassadoras de microcrédito.
Simplificação - "A simplificação de procedimentos é o mais importante", disse o gerente do Departamento de Economia Solidária da Área Social do BNDES, Guilherme Montoro. Para ele, o objetivo principal das mudanças introduzidas no programa é de "ampliar o número de microempreendedores atingidos (que conseguem empréstimos de R$ 2 mil, em média). A gente pode fazer isso aumentando o número e o valor das instituições e agilizando os processos". O prazo de carência nas operações de 1º Piso, referentes a Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) ou instituições de microcrédito produtivo orientado, que emprestam a microempreendedores de forma direta, foi elevado de 24 para 36 meses.
2º Piso - Nas transações de 2º Piso, que envolvem repasse de recursos do BNDES para instituições de crédito de maior porte que repassam para Oscips, o prazo passa a ser de 60 meses. "A vantagem de fazer o 2º Piso, disse Montoro, é porque com uma operação você consegue atingir um grande número de instituições. Cooperativas de crédito, por exemplo. Tem a central que pode repassar o recurso para até 50 cooperativas singulares. Você aumenta muito o número de instituições atendidas e de microempreendedores atingidos", afirmou. Montoro acredita que as medidas introduzidas no programa poderão aumentar em cerca de 50% o valor da carteira de microcrédito, nos próximos dois anos, passando de R$ 80 milhões para R$ 120 milhões. (OCB, com informações da assessoria do BNDES e Portal IG)
25/03/2010
STEPHANES: Projeto para gerenciar matérias-primas de fertilizantes será apresentado
"O Brasil tem jazida suficiente para se tornar menos dependente e até mesmo para se tornar autossuficiente em fertilizantes", reafirmou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, nesta terça-feira (23/03), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado. Stephanes garantiu que, até o fim deste mês, será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma exposição de motivos conjunta dos ministérios da Agricultura e das Minas e Energia, que encaminha projeto de lei para gerenciamento e exploração das matérias-primas de fósforo e potássio no Brasil.
Necessária - O ministro disse aos senadores que a autossuficiência em fertilizantes é necessária para a agricultura brasileira e que considera estratégica para o governo, já que o custo de produção poder ser até 30% maior por conta da importação do insumo, além da alta variação de preços dos fertilizantes.
Único - "O Brasil é o único país altamente dependente de fertilizantes", alertou o ministro. Ele informou que o País importa hoje 90% das suas necessidades de potássio e 51% de fósforo Stephanes chamou atenção para o que classifica de "mercado imperfeito": o poder dos fertilizantes está nas mãos de apenas duas empresas e poucos países, a exemplo da China e Marrocos.
Documentos - Até o fim deste mês, Stephanes entregará também ao presidente Lula mais dois documentos que tratam dessa questão. O primeiro é sobre medidas político-administrativas para exploração das jazidas existentes no Brasil, como a de fósforo em Maicuru, no sul Pará, e de potássio, em Nova Olinda, no Amazonas. A segunda proposta aborda a utilização de adubos orgânico-minerais, que aproveitam resíduos da produção de frango e de suínos. (Mapa
24/03/2010
OCEPAR I: Assembleia Geral Ordinária será realizada no dia 9 de abril
O Sistema Ocepar promove, no dia 9 de abril, na sede da organização, em Curitiba, a Assembleia Geral Ordinária (AGO), com a participação de representes das 238 cooperativas filiadas. Serão apresentados o balanço do exercício de 2009 e o plano de metas para 2010.
OCEPAR II: Direção e colaboradores discutem atividades do Sistema
Colaboradores do Sistema Ocepar/Sescoop-PR participaram, na manhã desta terça-feira (23/03), em Curitiba, de uma reunião com a diretoria da organização, coordenada pelo superintendente José Roberto Ricken. De acordo com ele, a expectativa em relação à 2010 é muito positiva, diferentemente do que ocorreu no ano passado. "Além da crise financeira mundial, iniciada em 2008, o ano de 2009 trouxe muitas dificuldades, principalmente devido a diversos problemas climáticos, como seca, excesso de chuvas e geada. Essas intempéries causaram uma perda de 9 milhões de toneladas de grãos para o Paraná. Mesmo assim, as cooperativas obtiveram um resultado, em valor, equivalente ao de 2008. Para 2010, a expectativa é boa pois teremos uma safra cheia, embora com preços baixos", afirmou Ricken.
Eventos - De acordo com o superintendente da Ocepar, o Sistema deverá promover mais de 4 mil eventos neste ano, o que exigirá o empenho de todos os colaboradores. Como 2010 é um ano eleitoral, será desenvolvido um programa de educação política para ser executado com as cooperativas. "Precisamos do apoio dos parlamentares para atuar em defesa do cooperativismo, principalmente no Congresso Nacional", disse Ricken. Ele informou ainda que a Ocepar está elaborando propostas aos candidatos das próximas eleições, em parceria com outras entidades vinculadas ao setor produtivo.
Programas - O superintendente também falou sobre o novo programa da área de Desenvolvimento Humano que está sendo finalizado e também sobre a versão atualizada do sistema de AutoGestão, ambos desenvolvidos pelo Sescoop/PR. "Há muitos estados interessados nesses programas e a ideia é viabilizar o repasse deles com o apoio do Sescoop Nacional", disse Ricken. Ainda de acordo com ele, o Sescoop/PR está preparando uma seleção pública para a contratação de dez profissionais para atuar em diversos setores. Outro ponto abordado foi o trabalho direcionado às regiões que deverá ser reforçado neste ano, com a implantação efetiva de três unidades regionais.
Cooperativismo - Segundo Ricken, será dada uma ênfase especial ao cooperativismo dentro do próprio Sistema, a exemplo do curso de formação de multiplicadores concluído na semana passada. O Sescoop/PR também está organizando cursos a distância sobre o tema, que deverão ser disponibilizados em breve. "Vimos a necessidade de criar essa modalidade, seguindo a tendência de reduzir custos, diminuir distâncias e oferecer oportunidade de capacitação a um público maior", esclareceu o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche. Na reunião foram ainda discutidas outras questões administrativas. Os colaboradores também receberam um questionário, que vai servir de base para o Sescoop/PR elaborar o plano de qualificação individual e coletivo dos funcionários do Sistema.
24/03/2010
NEGÓCIOS: Produtos de cooperativas despertam interesse de chineses
Uma comitiva formada por representantes do governo da Província da Guangdong, na China, e produtores foi recebida, nesta segunda-feira (22/03), na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF), pelo gerente de Mercados da instituição (Gemerc), Evandro Ninaut. Também acompanharam a reunião a assessora Internacional, Joana Nogueira e a especialista de Mercado, Patricia Medeiros
Panorama - O gerente, traçou um panorama geral do setor e destacou a importância das cooperativas para a economia brasileira e da instituição que representa nacionalmente o setor, a OCB. A comitiva contou com o vice Governador da Província de Guangdong (China), Li Ronggen, o chefe do departamento de Agricultura da Província, Xie Yuexin e o chefe do departamento Comercial, Cai Hongyu.
Destino - Em 2009, a China foi o segundo principal mercado de destino dos produtos de cooperativas brasileiras sendo responsável por 9,73% das exportações ou US$ 352,89 milhões. Em primeiro esteve a Alemanha respondendo por 10,13% das exportações em um total de US$ 367,33 milhões. Na intenção de aumentar estes números, Ninaut apresentou uma lista com nomes de cooperativas que tem potencial para exportação. (Informe OCB)
24/03/2010
SAFRA 2009/10: Produção recorde pressiona armazéns e inflaciona o frete
O frete para grãos subiu de 5% a 50% além do normal nesta safra. Estatísticas do Paraná e Mato Grosso, principais produtores brasileiros de milho e soja, provam a ocorrência de inflação. Os transportadores argumentam quem o setor está se valendo da procura elevada, provocada pela safra recorde de soja, para recuperar renda. O Paraná colhe 4 milhões de toneladas de soja a mais que no ciclo anterior (14 milhões no total). No Brasil, um volume adicional superior a 10 milhões (67 milhões ao todo), apurou a Expedição Safra RPC.
Preços - De Sorriso (MT) aos portos de Paranaguá (PR) ou Santos (SP), os preços estão 5% acima dos valores considerados normais para esta época, segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea). Era aguardado reajuste de 15%, mas os índices estão entre 20% e 25%. Paga-se R$ 212/t até Santos. De Cascavel, Oeste do Paraná, a Paranaguá, os preços subiram 50%, de R$ 60 para R$ 90 a tonelada, conforme avaliação do próprio Setcepar, o maior dos oito sindicatos das empresas de cargas do estado. A comparação foi entre as médias do primeiro mês da colheita de verão (fevereiro) de 2009 e 2010. Agora, com mais de 60% da produção colhida e silos insuficientes, o setor chega a pagar R$ 100/t até o porto.
Espaço - "Os armazéns estão carregados de milho, trigo e feijão e não há espaço suficiente para a soja e o milho novo. A falta de armazéns, a falta de caminhões e a safra recorde de soja provocaram o aumento exagerado dos preços", avalia Nilson Hanke Ca margo, analista de infraestrutura da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Quem não tem espaço, se obriga a entregar a produção para exportação ou esmagamento.
Péssima hora - O aumento acima do esperado ocorre em péssima hora para os agricultores. A margem de lucro do setor caiu neste ano. O custo da saca de soja é de R$ 29,2 em Londrina, por exemplo, sem considerar remuneração pelo uso da terra, calcula a Companhia Nacio nal de Abastecimento (Conab). Preço pago ao produtor caiu a R$ 30,5 por saca.
Custo -O custo da Conab considera gasto de 2,85% em transporte fora da fazenda. No entanto, para quem leva a soja até o Porto de Paranaguá, percorrendo 490 quilômetros, a realidade é bem diferente. Gasta-se R$ 4,8 por saca de frete - 15% do valor da saca. É uma fatia de renda preciosa para o produtor, que recebia R$ 10 a mais por saca um ano atrás.
Defasagem - Os reajustes estão compensando aos poucos a defasagem no preço do frete suportada ano passado, quando houve quebra de safra no estado e crise internacional de consumo, afirma Sérgio Malucelli, diretor-executivo da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar), que abrange oito sindicatos e uma associação. "Ainda trabalhamos com defasagem de 14% no transporte em geral e de 23% no setor de cargas de frigoríficos."
Queda - Os transportadores dizem que os preços cairão em abril. "Ano passado, trabalhamos com frete 10% menor que em 2008. Os preços atuais estão acima do normal, mas em 15 dias vão começar a baixar", afirma Laudio Luiz Soder, diretor do Setcepar dedicado ao setor de agronegócio.
Transferência - A safra maior provoca mudança inclusive na transferência de caminhões do Paraná para o Centro-Oeste. A parte da frota deslocada para o Mato Grosso e Goiás, por exemplo, foi reduzida. Veículos que eram remetidos para lá pelas transportadoras, neste ano ficam para atender a produção extra paranaense. Ainda assim, são insuficientes para cobrir a demanda. "Estão todos na estrada", diz Soder. Mais longe dos portos e esmagadoras, em Mato Grosso e Goiás os produtores e cooperativas têm ainda mais dificuldade em encontrar caminhões para tirar a safra das fazendas ou armazéns.
Gargalo abre mercado à indústria - O mesmo problema que aperta as contas do produtor rural amplia a renda das indústrias de caminhões. As vendas de caminhões pesados entre janeiro e fevereiro foram 66,4% maiores que as do mesmo período de 2009, conforme índice do setor. Acabam de ser vendidas 6,5 mil unidades. Considerando caminhões de todos os tamanhos, a indústria espera distribuir pelo menos 30% mais veículos até o fim do ano. O setor atribui o aumento da procura à safra recorde e à recuperação do consumo. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
24/03/2010
COMÉCIO EXTERIOR: Exportação cresce, mas saldo comercial cai
As vendas externas de produtos brasileiros somaram US$ 10,218 bilhões nos 15 dias úteis de março contados até sexta-feira (19/03). A média diária do período foi de US$ 681,2 milhões. Esse desempenho representa crescimento de 26,9% em relação à média das exportações de março do ano passado e expansão de 0,5% na comparação com fevereiro deste ano.
Compras - De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira (22/03) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no entanto, as compras brasileiras de produtos estrangeiros tiveram desempenho percentual superior, com crescimento de 41,3% nas três primeiras semanas de março em relação ao mesmo período de 2009. Houve, porém, decréscimo de 1,5% na comparação com a média das importações do mês anterior.
Causas - O aumento das exportações neste mês foi motivado por vendas expressivas nas três categorias de produtos. Na comparação com março de 2009, a Secretaria de Comércio Exterior registrou altas de 40,3% nas vendas de semimanufaturados (celulose, couros e peles, açúcar em bruto, ferro-liga, alumínio e outros), de 38,9% em produtos básicos (petróleo em bruto, carnes, café e soja em grão) e de 14,2% nas vendas de manufaturados (óleos combustíveis, veículos de carga, automóveis, açúcar refinado, autopeças e laminados planos, entre outros).
Importações - As importações somaram neste mês US$ 9,684 bilhões, com média diária de US$ 645,6 bilhões, motivada, principalmente, pelo aumento de 362,3% na aquisição de adubos e fertilizantes, comparado a março do ano passado. Houve altas expressivas também na compra de cobre (116,8%), borracha (94,5%), produtos farmacêuticos (66%), combustíveis e lubrificantes (63,1%), automóveis e partes (51,5%).
Superávit - O desempenho mais forte das importações é responsável pelo pequeno saldo comercial de US$ 534 milhões no mês, até agora, com média diária de US$ 35,6 milhões. Mesmo sob o impacto da crise financeira internacional e a consequente queda nos níveis de comércio, o superávit (saldo positivo entre exportações e importações), contabilizado em março de 2009, atingiu US$ 1,756 bilhão, com uma média diária de US$ 79,8 milhões - mais que o dobro da média atual.
Desempenho semelhante - O desempenho é semelhante também no acumulado do ano. Desde janeiro, as exportações somam US$ 33,720 bilhões, com aumento de 25,6% sobre as vendas registradas em igual período do ano passado. Já as importações, que foram menores em vavalor total (US$ 32,959 bilhões), tiveram expansão maior, de 33,9% na mesma comparação. O saldo comercial brasileiro no ano está em US$ 761 milhões, valor que representa uma queda de 65,9% na comparação entre os saldos de 2009 e 2010 até a terceira semana de março de cada ano. (Agência Brasil)
24/03/2010
ONU: Água poluída mata mais que violência no mundo
A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22/03). "A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).
Zonas mortas - Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira (22/03), o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes. O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Mortalidade - Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90 por cento da água de esgoto sem tratamento. A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
Recomendação - O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto. Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes. "Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas." (Reuters)
11/03/2010
Durante a madrugada o ciclone tropical apresentou um leve deslocamento, para leste, afastando-se do continente. No entanto, este sistema ainda requer um monitoramento intensivo. Um pouco mais para o sul há outra área de instabilidade bastante instável, sobre o Oceano, na altura do litoral norte da Argentina e o sul do Uruguai. Estas duas áreas não afetam diretamente o Paraná nas próximas 24 h, ou seja, não provocam chuvas.
A massa de ar quente que predomina sobre uma área que vai do Mato Grosso do Sul, São Paulo, o Paraguai e o Paraná possibilita que as temperaturas atinjam valores extremamente altos e, no oeste, sudoeste e parte do norte, os índices de umidade do ar estarão bastante baixos. Há pequena possibilidade de chuvas por conta da influência local (concentração de umidade nos vales, ventos locais, relevo...). Fonte : Simepar
11/02/2010
PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO: Para atender a capacidade de beneficiamento / armazenamento da Cooperativa temos:
25% Programação de venda na entrada da safra
30% entrega na cooperavita Castrolanda - entreposto Ponta Grossa
03/02/2010
SOJA CBOT: Em alta recuperando-se em parte das recentes quedas. Baixa do dólar tornando a commodities mais baratas estimulando as compras. Projeção para abril em Ponta Grossa em torno de U$ 19,40/SC e U$ 20,60/SC para fevereiro.
03/02/2010
MILHO CBOT: Alta em função da baixa cambial e alta do petróleo. Comenta-se sobre a qualidade do milho americano colhido com alta umidade, e que pode ter sua qualidade prejudicada com a chegada do calor; foto que traria os produtores à venda. Mercado interno sem comprador aberto.
22/01/2010
TEMPO: Apesar do deslocamento do eixo mais instável da frente fria para São Paulo, o tempo continua instável em parte do Paraná nesta sexta-feira. As chuvas se distribuem com mais intensidade entre as áreas do leste e norte do Estado, mas também chove de forma isolada nas outras áreas. Entre as regiões Oeste e Sudoeste o sol continua predominando e as temperaturas ganham maior elevação. Fonte: Simepar
14/01/2010
TEMPO: A frente fria avança até São Paulo, mas ainda deixa muita umidade no Paraná. Além disso, está quente na maioria das regiões, ou seja, mantêm-se os altos índices de instabilidade atmosférica. Por isso, as chuvas ocorrem em boa parte do Estado, principalmente entre as áreas mais a leste e norte. Novamente o volume de chuvas na faixa litorânea deve ficar bastante acentuado, o que agrava o risco de problemas decorrentes do excesso de chuva. Já nos setores oeste e sudoeste o predomínio é de sol e a chance de chuva é mais baixa.
04/01/2010
TEMPO: As condições do tempo seguem instáveis em todo o Paraná neste começo de semana. Um sistema de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina favorece a manutenção do fluxo de umidade desde a região norte do Brasil em direção ao estado do Paraná. Com as temperaturas ainda bastante elevadas no estado paranaense é esperado o desenvolvimento de áreas de instabilidade, que deverão ser mais intensas ao longo da tarde. FONTE: SIMEPAR
27/12/2009
TEMPO: A última semana de 2009 segue com tempo instável em todo o Sul e Sudeste do país. No Paraná continua quente e abafado (temperatura e umidade elevadas) e, por isso, o desenvolvimento de nuvens de chuva fica bastante facilitada sobre o Estado. As características das chuvas são típicas do verão, isto é, ocorrem de forma localizada, rápidas e passageiras e concentradas principalmente entre a tarde e noite. Em alguns momentos estes aglomerados podem evoluir para temporais. FONTE: SIMEPAR
22/12/2009
COMUNICADO: A COOPERPONTA ESTARÁ FECHADA DO DIA 24/12/2.009 ATÉ 27/12/2.009. RETORNANDO AS ATIVIDADES NORMAIS NO DIA 28/12/2.009
22/12/2009
Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas.
É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.
É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.
É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.
Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.
O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.
Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.
Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.
Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.
Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.
Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.
Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.
Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!
FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!
16/12/2009
As chuvas previstas para as próximas 18 horas, para a maioria das regiões paranaenses, são ocasionadas principalmente pelo forte aquecimento associado às circulações locais (brisas de vales) e da alta disponibilidade de umidade do ar. Alguns desses núcleos poderão vir acompanhados de rajadas de ventos e, ocasionalmente, descargas atmosféricas (raios). FONTE: SIMEPAR
14/12/2009
O sul do Brasil amanhece, nesta segunda-feira, com a atmosfera estável. As temperaturas mínimas registradas na madrugada indicam que a massa de ar que predomina nessa região não está tão aquecida e torna as temperaturas amenas em particular nos setores sul e no sudeste.
07/12/2009
No Próximo dia 18/12/2009 a Cooperponta estará realizando seu Bonenkai, festa de final do ano para seus Associados, funcionários e colaboradores... os convites já estão sendo entregues.
30/11/2009
SOJA: Demanda boa aliada aos fatores dólar/petróleo contribuíndo para fechamento em alta.
30/11/2009
MILHO: 80% da safra americana colhida, alta do dólar e petróleo contribuindo para pequena alta na CBOT. Mato Grosso aguardando novas verbaspara realização de PEP para garantia do mínimoatravéz de novas exportações
30/11/2009
TEMPO: A nova frente fria que está posicionada no Rio Grande do Sul apresenta desde a noite de domingo chuvas fortes e grande incidência de descargas atmosféricas.
No Paraná, a medida que esta frente fria se deslocar em direção ao estado, são previstas pancadas de chuva e trovoadas inicialmente nas regiões Oeste e Sudoeste, podendo inclusive ter rajada de vento moderada a forte. Nas demais regiões paranaenses, ao longo da segunda-feira será observado gradual aumento da cobertura de nuvens. FONTE: SIMEPAR
26/11/2009
TEMPO: Uma frente fria avança até o extremo sul do País e reforça a instabilidade atmosférica na região. No Paraná o dia amanhece com nebulosidade variável, muito calor e, já a partir do final da manhã, aglomerados de nuvens se desenvolvem rapidamente possibilitando a continuidade das chuvas, a exemplo dos eventos observados nos últimos dias. FONTE: SIMEPAR
20/11/2009
TRIGO: Grande parte do trigo paranaense não tem a qualidade requerida pelos moinhos para ser comercializado. A Alternativa tem sido os leilões de PEP que já conseguiram negociar perto de 475 mil toneladas dee trigo de baixa qualidade (tipo III R$ 355,50/TN). Novo leilão esta programado para dia 26/11 com 159 mil tons. para o interno e 210 mil tons para o externo.
20/11/2009
SOJA: Com queda no spot e alta no futuro. (maio)
20/11/2009
MILHO: Fechamento em queda considerando-se a colheita e queda no petróleo. BM&F sem movimento devido ao feriado em São Paulo.
18/11/2009
Hoje as 13:00hs saída da Cooperponta, Giro Pioneer. Ensaios HERCULEX E TRATAMENTO INDUSTRIAL, avaliação de danos,lagartas em lavoura BT e convencional. LOCAL: AO LADO DO GOLF
18/11/2009
A manhã inicia com tempo estável no Estado. O sol aparece já aparece na maioria das regiões. Neste momento chove forte na metade sul gaúcha, e há condições para que instabilidades alcancem o oeste parananense à tarde. FONTE: SIMEPAR
11/11/2009
HOJE 11/11/2009 HAVERÁ PALESTRA DA BASF SOBRE ÓPERA AS 19:30HS NA COOPERATIVA
11/11/2009
MILHO CBOT: Com alta considerando que a USDA reduziu um pouco sua previsão de safra americana. Alta do dólar e queda no petróleo também influenciando. Estoques finais mundiais apresentando queda. Indicações regionais de R$19,00 Carambeí e R$19,50 Balsa Nova com prazo. BM&F indicando sustentação de preços até janeiro com expectativas de boa demanda antes da safra nova.
11/11/2009
SOJA: Relatório apresentando aumento da produção americana e mundial, bem como também dos estoques finais.Não considera eventuais problemas climáticos na safra sul americana.
11/11/2009
TRIGO: Nos dois primeiros leilões de PEP 160 mil tons. de trigo de baixa qualidade foram vendidos para exportação ao valor de R$355,50/ton. Novo leilão ocorrerá nesta quinta 12/11, com mais 80 mil tons. relatório USA ápresentou uma elevação dis estoques finais mundiais. No Brasil, o preço mínimo do melhor produto esta estipulado em R$530,00 / ton. O produto importado, mesmo fora do Mercosul chega em São Paulo a R$526,00 /ton. Mercado interno dspende dos leilões porém o problema maior encontra-se na fraca qualidade do produto devido a situação climática durante o desenvolvimento da cultura.
10/11/2009
MILHO CBOT - com alta levando-se em conta o relatóriomensal de hj, alta do petróleo. Colheita americana mostrando atraso em relação aos anos anteriores. Leilões de PEP favorecendo o escoamento do milho do MT, porém o governo tem estoque nos armazéns privados. Indicação em Ponta Grossa R$18,50/SC com 40/45 dias.
10/11/2009
TRIGO: Nos dois primeiros leilões de PEP 160 mil tons de baixa qualidadee foram vendidos para exportação ao valor de R$355,50/ton. Novo leilão ocorrerá nessa quinta (12/11) com mais 80 mil tons. Mercado interno ainda indefinido devido a qualidade fraca da nova safra.
10/11/2009
SOJA: Otimismo no mercado econônico e financeiro contribuindo para alta das commodities em geral. Queda dodólar e alta no petróleo. Período de entre-safra no Brasil.
09/11/2009
TRIGO: Leilão de PEP de 06/11 negociou 190 mil tons das 315 mil ofertadas. Indicação de produto de baixa qualidade (PH-72)com destino à exportação (ração animal) a R$355,50/TON
08/11/2009
Matéria do programa Caminhos do Campo da RPC sobre mercado agrícola: http://portal.rpc.com.br/tv/esplanada/video.phtml?Video_ID=64288&Programa=caminhosdocampo&tipo=&categoriaNome=
04/11/2009
TRIGO: Leilão de PEP de 29/10 negociou 56.926 tons. para o mercado interno das 102 mil ofertadas. Na exportação todas as 80 mil do Paraná foram vendidas. Exemplo nesse caso, PH72 comercializado a R$ 355,00 a tonelada. Novo leilão agendado para dia 06/11/2009 com 179 mil tons. para mercado interno e 136 mil para Norte/Nordeste ou exportação.
04/11/2009
SOJA:Avanço da colheita com tempo favorável contribuindo para a queda.
04/11/2009
MILHO: CBOT com odesenvolvimento da colheita, apesar da alta do petróleoe queda do dólar. Indicação em Ponta Grossa R$18,50 por saco com prazo de 40/45 dias.
04/11/2009
As condições do tempo nesta quarta-feira apresentam a manutenção de uma frente semiestacionária entre o norte da Argentina e o litoral do Rio Grande do Sul. A presença deste sistema mantém a ocorrência de pancadas de chvua e trovoadas entre o estado gaúcho e Santa Catarina. No Paraná, a previsão é novamente de um dia muito quente, com as temperaturas máximas superiores aos 30,0 °C em todas as regiões paranaenses. A cobertura de nuvens aumenta gradualmente durante o dia, o que favorece o desenvolvimento de núcleos de instabildiade durante a tarde, em pontos isolados de algumas regiões paranaenses, contudo ainda não se espera a ocorrência de temporais. FONTE: SIMEPAR
28/10/2009
MILHO: Queda na CBOT refletida pela alta do dólar, queda do petróleo e outras commodities, avanço da colheita, etc... Indicaçõe em Ponta Grossa R$18,30/sc para 35/40 dias de prazo.
28/10/2009
SOJA: Mesmos fatores pesando sobre este mercado juntamente com previsões de tempo bom para colheita nos proximos dias. Indicação para Ponta Grossa R$ 45,00/sc para integração. Industrias paradas com indicação de R$42,00/sc.
28/10/2009
TRIGO: Queda na CBOT e alta do dólar proporcionando equilíbrionos parâmetros. Entretanto, a importação mesmo sendo fora do Mercosul, continua mais favorável que os preços mínimos estabelecidos. A saída são os leilões de PEP com subsídio do governo para viabilisar a compra por parte dos moinhos. Outro problema diz respeito a fraca qualidade do produto.
27/10/2009
TRIGO: Queda de 3,7% na CBOT acompanhando a alta do dólar e as outras commodities. Trigo argentino também ajustando-se para baixo. Mercado interno avaliando a participação no leilão de PEP de 29/10.
27/10/2009
SOJA: no início alta com atrazo na colheita e queda do dólar. A moeda americana passou a subir e as commodities em geral caíram.
27/10/2009
MILHO CBOT: Com a queda forte de 4,9% em função da alta do dólar (mercado financeiro). Colheita atrasada devido as chuvas. Indicações no mercado interno de R$18,20/sc em Ponta Grossa com prazo.
27/10/2009
Nesta terça-feira a possibilidade de chuvas significativas no Estado é baixa, pois a frente fria afasta-se em direção ao Sudeste do país. Dos Campos Gerais até as praias o céu fica mais fechado, com condições para chuviscos (principalmente no Litoral), e as temperaturas ficam mais amenas. Nas outras regiões do Paraná o sol aparece com mais força, e as temperaturas seguem elevadas no norte. Devido ao aquecimento, no decorrer da tarde há possbilidade de chuvas isoladas no setor noroeste. FONTE: SIMEPAR
SOJA: Estabilidade devido as previsões de chuvas atrapalhando a colheita americana. Queda do petróleo e dólar também colaborando.
23/10/2009
MILHO - CBOT: Oscilando entre altas e baixas, com fechamento negativo frente ao final de semana. Indicações do mercado interno R$18,00/sc Paranaguá e R$18,50/sc em Ponta Grossa com prazo de 35 dias.
23/10/2009
Amanhã dia 24/10/2009 estaremos aberto para receber a safra de trigo e aveia.
23/10/2009
Previsão do tempo: Nesta sexta-feira as instabilidades mais significativas ocorrem na região sudeste do País. No Paraná o tempo predomina de forma mais estável, ou seja: previsão de chuva apenas em pontos excepcionais das encostas de serra no período da tarde, mas com rápida duração. Na maior parte do Estado o céu se apresenta com nebulosidade variável e predomínio de Sol. No setor leste do estado a circulação dos ventos deixam o tempo com uma maior cobertura de nuvens. FONTE:SIMEPAR
22/10/2009
Novo site da COOPERPONTA no ar.